Casas de Glória — A Estratégia de Multiplicação Celular
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Boa noite. Graça e paz do Senhor seja sobre a sua vida. Que alegria estar com vocês. Somos gratos pela liderança, pela generosidade e pelo privilégio de estar com vocês durante esta conferência de casas de glória.
Estamos enfatizando o poder da igreja nos lares. Se você procurar em toda a Bíblia, verá que Jesus—com exceção de uma sinagoga em Cafarnaum—não fez nenhum milagre dentro de um templo. Nos templos, Ele usou chicotes e colocou ordem. Mas nas casas? Ali a morte ressuscitou, o paralítico andou, a comida na mesa multiplicou. Provisão, vidas foram transformadas. Um Zaqueu se arrependeu na mesa da sua casa entre amigos. Os maiores milagres acontecem nas casas. Se você quer ver milagres, abra sua casa.
Vamos ler juntos o texto que nos guiará esta noite. Este é um relato extraordinário de um milagre.
Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto, um lugar sossegado, e descansem um pouco". Assim eles se afastaram num barco para um lugar deserto. Mas muitos dos que o viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a pé de todas as cidades e chegaram lá do outro lado antes deles.
Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas. Já era tarde e por isso seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Este é um lugar deserto, já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer."
Ele porém respondeu: "Dem-lhes vocês algo para comer". Eles lhe disseram: "Isso exigiria 200 denários. Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer?" Jesus perguntou: "Quantos pães vocês têm? Verifiquem". Quando ficaram sabendo, disseram: "Temos cinco pães e dois peixes".
Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim eles se assentaram em grupos de 100 e em grupos de 50. Tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos. E os discípulos recolheram 12 cestos cheios de pedaço de pão e de peixe. E os que comeram foram 5.000 homens (mais de 10.000 pessoas, contando mulheres e crianças).
Permitam-me compartilhar meu testemunho. Quando comecei como pastor desta igreja, tínhamos cerca de 170, 180 membros. Já tínhamos sido uma igreja maior, mas estávamos em declínio. Muitas pessoas estavam saindo, dizendo: "O último que sair, por favor, apaga a luz". A igreja era considerada fria, em decadência, a igrejinha.
Isso me doía muito. Jogava toda a culpa em mim mesmo. Pensava que era algum pecado, uma incompetência minha, um bloqueio espiritual, tradicionalismo. Era um peso que não conseguia carregar. Comecei a orar desesperadamente. Pensei em sair como tantos estavam saindo. Mas minha esposa insistiu porque Deus havia me chamado.
Havia uma varanda no apartamento onde eu morava. Fechava a cortina, entrava na varanda e ali me dobrava em oração. Não sei quantas noites orei ali. Decidi ir para um congresso de avivamento no Canadá. Muitos me criticaram, mas eu estava desesperado.
Foram 1.700 pastores em busca de avivamento, de um recomeço, de direção. No último dia, quando ia embora preocupado de que tudo seria como antes, uma senhora idosa saiu na minha direção. Ela não me conhecia, mas sabia que eu era do Brasil, que trabalhava como engenheiro com metais, que não queria estar ali mas havia ido por desespero.
Ela me perguntou: "Eu posso orar por você?" E orou por mim. Naquela oração, Deus me visitou. E naquele momento, meus olhos se abriram para uma realidade espiritual. Eu vi minha cidade, milhares e milhares de pessoas descendo ao inferno. Aquilo me apavorou desesperadamente.
Comecei a clamar a Deus: "Senhor, as pessoas estão morrendo. Eu queria que as pessoas parassem de ir para aquele lugar tenebroso". E Deus me deu uma visão clara. Não só uma multidão infinita de pessoas perdidas, mas milhares de líderes.
Ele me falou: "Eu vou te dar uma multidão de líderes. Eu vou multiplicar líderes na sua igreja. O seu ministério, você mesmo não será extraordinário. Você vai ser simples e comum, mas a sua igreja será extraordinária. Você topa?"
Eu falei: "Claro, porque a única maneira de impedir aquela avalanche de pessoas descendo ao inferno era uma multidão de líderes que se importassem".
Voltei com essa convicção. Voltei para uma realidade de uma pequena igreja batista num prédio para 250 pessoas e o culto da manhã tinha 50 pessoas presentes. Aquilo que vi não se parecia nada com minha realidade. Como isso seria possível? Decidi que passaria 9 meses orando e buscando a direção de Deus.
Visitei algumas das melhores igrejas, buscando inspiração. Na Coreia, tive o privilégio de almoçar com o pastor de uma das maiores igrejas. Perguntei: "Qual é o segredo?" Ele respondeu: "É um milagre. Você vai ter que descobrir como".
Voltei com aquilo na minha cabeça. Vi a realidade daquela pequena igreja de poucas pessoas, mas entendo que Deus queria que eu fizesse algo que impactasse a vida de milhares de pessoas.
Hoje já contabilizamos mais de 5 milhões de pessoas que vieram a Cristo através de células do DNA espalhadas pelo Brasil e em muitos países, na Europa, na África. Algo aconteceu. E foi naqueles 9 meses que encontrei a resposta em Marcos capítulo 6.
Este texto me deu a chave. É a mensagem mais antiga, talvez a palavra inicial que deu início a um movimento de multiplicação celular. Hoje temos mais de 3.100 células, talvez 3.200. Vejo uma multidão de líderes, milhares cuidando de grupos e alcançando pessoas todos os dias.
Como isso aconteceu? Estava lendo este texto quando percebi que Jesus viu a mesma multidão de perdidos. Os discípulos e Jesus estavam trabalhando com as multidões—doentes, problemas na família, endemoniados, doentes. Ensinavam, pregavam, libertavam, curavam. Um trabalho exaustivo. Os discípulos não aguentavam mais.
Jesus falou: "Vocês têm que parar para descansar". Entraram no barco para atravessar para o outro lado. Mas as pessoas viram e correram pela margem, chegando do outro lado antes do barco. Quando Jesus viu aquilo, seu coração se derreteu. A Bíblia diz que ele ficou impressionado, estupefato.
Vendo Jesus a multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor.
Ovelhas sem pastor morrem. Não têm chance de sobreviver. O resultado é a morte.
A partir daí, Jesus resolve atender aquele povo. Os discípulos chegam dizendo: "Mestre, tem que mandar eles embora. Eles vão desfalecer de fome. Não temos nada aqui". Jesus lança um desafio: "Dem-lhes vocês algo para comer".
Eles responderam: "Como? É impossível!" Mas Jesus pergunta: "Descobre aí o que vocês têm". Depois de procurar por todo mundo, descobriram um garotinho com um lanche bem simples. Jesus multiplica pães e peixes. A multidão é saciada. 5.000 homens significa mais de 10.000 pessoas. Sobraram tantos pão e peixe que 12 cestas foram preenchidas.
Este texto veio como uma bomba no meu coração. A multiplicação é um milagre.
Para um milagre acontecer, é necessário haver um ambiente de compaixão. Jesus sentiu compaixão. A primeira coisa destacada é que havia compaixão no coração das pessoas.
Jesus não conseguiu mandar as multidões embora. Não conseguiu dizer: "Ah, não, agora não". Seu coração estava apertado de amor. Não existe multiplicação se não tivermos dispostos a amar as pessoas. Não haverá célula relevante, não haverá crente genuíno, não haverá frutificação se não deixarmos que aquilo que dói no coração de Deus doa no nosso coração também.
E há algo que precisamos orar: "Senhor, nos dá amor pelas pessoas. Qualquer pessoa, não importa quão esquisito, quão doente, quão pecador, quão desviado, não importa quão agressivo". O Senhor diz: "Ame, ame, ame".
Sabe como a gente ganha pessoas? Amando as pessoas. É o amor que quebra as barreiras. É um amor que convence.
Eu me lembro de um dia em que estava terminando um culto de domingo. Uma irmã veio me procurar e falou: "Pastor, minha mãe está muito doente no hospital com câncer grave. Você poderia fazer uma visita?"
Eu pensei: "Nessa semana não". Mas ela insistiu tanto que concordei: "Então, amanhã cedinho, tenho uma reunião às 9, mas vou ao hospital cedo e faço uma oração por ela".
Fui cedo pro hospital. Ao entrar no quarto daquela irmã, dona Cecília, fiquei surpreso. Ela estava numa enfermaria com quatro camas. De forma discreta, sem incomodar os outros, orei por ela.
Quando ia sair, a pessoa que cuidava da pessoa ao lado chegou e perguntou: "Você é pastor? Aqui é minha mãe, ela também está doente. Você se portaria de fazer uma oração por ela?"
Claro, fiz a oração. Quando ia sair, a pessoa da outra cama me pediu uma oração também. E eu fiz. Tinha que dar uma palavra, saber o nome, ouvir um pouquinho. Quando ia sair, tinha gente na porta. Um rapaz falou: "Eu ouvi uma oração. Você faz oração? Meu pai está aqui do lado. Você se importaria de ir fazer uma oração?"
Eu tinha reunião às 9 horas. Saí do hospital quase 1 hora da tarde. Eu encontrei ovelhas sem pastor, precisando de uma palavra, um versículo bíblico. Saí de lá com meu coração arrebentado em gratidão.
Porque aquela reunião eu perdi. Porque eu não teria sentido o que senti. A gente não lembra o que é uma pessoa sem esperança. A gente não lembra o que é uma pessoa solitária. A gente não lembra o que é uma pessoa se afogando sem uma tábua de salvação. A gente não tem ideia do que é alguém sem Cristo.
Saí de lá agoniado e entendi o que Jesus falou. Aquilo me inspirou por anos. Porque aquilo me impactou. Falei: "Meu Deus, nós temos o que as pessoas precisam e um pouquinho que a gente reparte faz tanta diferença".
Sabe por que o milagre aconteceu? Porque havia ali um ambiente de compaixão. Jesus não conseguiu mandar as multidões embora. Seu coração estava apertado de amor.
Não existe multiplicação se não deixarmos que o Espírito Santo aperte o nosso coração e coloque o mesmo tipo de amor, um amor como de Jesus que deu a sua vida, que não media o preço.
A segunda condição foi que havia um líder que tinha a coragem de desafiar seus liderados a fazerem um pouco mais. Houve multiplicação porque Jesus não aceitou a proposta dos discípulos de mandar o povo embora. Os discípulos disseram: "Senhor, manda eles embora". E Jesus disse: "O quê?"
Jesus volta com um desafio. Esse é o papel de um líder. Desafiar.
Sabe o que um líder de uma célula faz? Já tem 20 pessoas. Precisa abrir outra. Pressão. Desafio. "Vocês podem. Abrem outra casa. Eu preciso de mais cadeiras porque novos virão". Cada célula que tem 20 pessoas não tem mais o direito de continuar 20.
Na minha igreja desafio o tempo inteiro a multiplicar célula todo ano. Por quê? Porque quero muitas células. Não porque quero cadeiras vazias. Porque o líder multiplica outro líder, a casa multiplica outra casa, a igreja multiplica outra igreja, pastor multiplica outro pastor.
Sabe quem faz líder de célula para nós? Não é a escola de líderes. É o outro líder. Um líder começa a treinar alguém dizendo: "Cara, você vai ser um líder de uma célula". Porque um líder desafia para a multiplicação.
Estou aqui desde terça-feira e estou impressionado com a coragem, com a decisão firme da liderança desta igreja dizendo: "Queremos mais células". Não é o desejo de ser importante. Não é a soberba. É compaixão, é obediência à Grande Comissão.
A Grande Comissão diz: "Não pare". Quando a gente diz que uma igreja grande não é boa, que crescer demais é ruim, isso prova um egoísmo tão grande. A gente está pensando em nós. A visão que Deus me deu era de uma multidão e disse: "Salve essas pessoas. Como? Multiplique líderes".
Esse é meu trabalho há mais de 25 anos, abrindo células, multiplicando pessoas, treinando outros pastores. Porque um líder que desafia gera milagres.
Aconteceu um milagre ali porque alguém se dispôs a fazer sacrifícios. Havia um menino com seu lanche. Alguém chegou para ele e disse: "Garoto, Jesus está querendo alimentar essa multidão. Você teria seu lanche para Jesus?"
Naquele momento, o garoto estava decidindo que passaria fome. Estava decidindo que o que a mãe dele preparou, de forma bem inteligente, ele ia abrir mão e entregar o que tinha para atender um pedido de Jesus. E ele entrega um sacrifício.
A palavra sacrifício fala tudo para mim. Se eu plantasse tomates em 5 metros por 5 metros, teria 25 m², comeria alguns tomates. Mas se quisesse plantar em 5 km por 5 km, exigiria um grande sacrifício. Mas o sacrifício que estou disposto a fazer é que dá a medida da colheita. Quem sacrifica pouco, colhe pouco. Quem sacrifica muito, colhe muito.
Aquele menino sacrificou tudo. E garanto que um daqueles cestos ele levou para casa. Porque o gesto dele que entregou para Jesus, e o gesto de Jesus que poderia comer o lanche—tinha todo o direito—mas não comeu. Repartiu pros outros e alimentou uma multidão. O sacrifício daquele garoto realizou um milagre extraordinário.
Vamos aplicar isso para nós como igreja. Durante 40 anos, minha ótima igreja nunca cresceu. Sabe o diagnóstico que fiz? Porque ela agora cresce e porque 40 anos manteve a mesma membresia dos fundadores. Havia uma grande indiferença com relação aos perdidos.
A primeira coisa que Deus precisa fazer é dentro da gente. Paulo diz que o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo. Quem é cheio do Espírito Santo, a primeira marca, o primeiro fruto chama-se ágape. O fruto do Espírito é ágape. Quem é cheio do Espírito Santo é cheio de ágape.
Por isso nossas igrejas precisam desesperadamente de um avivamento. Não porque a liturgia precisa se aquecer. Não porque o volume da adoração. Não porque surpresas sobrenaturais. Não tem nada a ver conosco. Quando o avivamento vem, é o Espírito que é derramado sobre a igreja. A primeira coisa que ele faz? Quebra frieza, derrama amor e mexe com uma igreja.
Quando você está orando "Senhor avivamento, Senhor avivamento", cuidado. Essa é uma oração muito perigosa. Porque vai custar você o seu sanduíche. Vai custar você, talvez, a sua noite de segunda-feira. Vai custar você, talvez a qualidade e a durabilidade do seu sofá.
Não sei quantos líderes duplicam a conta de celular dele. Mas quando o amor vem, a gente sacrifica. Porque não existe amor que não vai gerar serviço, não existe serviço que não vai ter sacrifício, não tem sacrifício que não vai cobrar da gente renúncia.
Igreja, cuidado com a oração de avivamento. Porque quando o avivamento vem, o amor é derramado. E quando o amor é derramado, nós corremos atrás das pessoas.
Minha oração sincera por esta igreja tão querida é um genuíno avivamento de amor, um avivamento de ágape, um derramamento do amor de Deus, a ponto de que você não consiga sair do quarto da dona Cecília. Você não consegue estar na sua empresa e não falar de Cristo. Você não consegue deixar de convidar uma pessoa. Você não consegue fazer a sua reunião só com você mesmo. Todo mundo tem que trazer um amigo.
É por causa dessa compaixão que a cada quatro, cinco reuniões, nós combinamos o dia do amigo. Todo mundo ora, ora, ora e traz um amigo à célula. A gente compartilha o evangelho, ama, abraça, ora por ele, mostra o quanto é bem-vindo e todo dia o Senhor acrescenta.
A multiplicação acontece quando a gente se importa com as pessoas. Acontece quando um pastor não se acomoda, quando não fica satisfeito com uma igreja linda, com um culto cheio. Ele quer quatro cultos, quer 10 cultos, quer 10 campos, quer 100 campos. Ele não para, porque Jesus não deixou a gente parar.
Ele disse: "Vão e façam discípulos das nações". Disse: "Receberão poder e serão minhas testemunhas na sua cidade, mas até os confins da terra". O amor de Deus não deixa a gente parar.
Dou graças a Deus porque tem um líder que desafia. Mas também dou graças porque o Senhor nos ensina que quando a gente renuncia a algo pelo Senhor, Ele vê o que a gente faz e nos recompensa. O milagre acontece quando alguém pode dar algo.
Poderia contar para você de uma irmã tão elegante, de uma casa tão linda, que veio enfurecida, fechando a célula dela. Disse: "Pastor, eu não quero mais liderar célula. Não acredito que o que aconteceu na minha casa foi a coisa mais horrível".
Ela chorava, tão nervosa, trêmula. Pensei que alguém a houvesse abusado ou roubado dela. Perguntei: "Irmã, me conta o que aconteceu". Ela não queria contar. Insisti. Ela falou: "Pastor, comprei um sofá novo. R$ 140.000 o sofá". Quase desmaiei. Um sofá de 140 mil reais!
Ela continuou: "E eu pedi na minha célula cuidado com o sofá. E você não sabe o que aconteceu, pastor. Aquele cara foi lá com um copo de Coca-Cola. E o copo derramou e manchou meu sofá".
Eu falei para ela: "Irmã, eu sinto muito, peço desculpa, mas me devolve a célula mesmo. Me devolve. Não vai dar certo. Porque se você acha que um sofá, uma mancha de um sofá é mais importante que aquelas pessoas na sua casa, está em jogo a eternidade deles e você acha que esse sacrifício não vale a pena, você nunca vai ser líder mesmo". E tomei a célula dela.
Sabe qual é o maior dom que Deus pode derramar na vida de uma pessoa? É o batismo do Espírito Santo. E sabe o que é o batismo do Espírito Santo? É o batismo de amor. É o batismo do ágape. Ágape é derramado em nossos corações.
Poderia terminar relembrando que Jesus falou sobre como ele vai julgar todos nós. Disse: "Um dia eu vou julgar. Um dia o filho do homem vai julgar todo mundo".
Alguns virão e dirão: "Senhor, senhor, eu quero entrar no seu reino". Ele vai dizer: "Não, não, para fora". Mas dirão: "Senhor, eu fiz tanta coisa para você na igreja. Eu servi tanto, eu fiz tanto pro Senhor".
Ele diz assim: "Mas eu tive sede e você não me deu de beber. Eu tive fome e você não me dei comida. Eu tive frio e você não me vestiu. Eu estava doente, você não me visitou. Eu estava preso e você não se importou comigo. Para fora você não vai entrar".
E ele disse: "Senhor, mas quando foi que eu fiz isso? Quando foi que eu não fiz isso para você?"
E ele disse: "Quando você deixou de fazer para qualquer um, você não fez para mim".
Ta entendendo o que Jesus está dizendo? Ele está dizendo: você não me deu. A maioria de nós está errado. A maioria de nós está vivendo um cristianismo de direção errado. Porque nós achamos que tudo é para nos dar. Não é. Você, tendo recebido, tem que repartir. A Bíblia fala que o que você ganhou, você tem que repartir.
Jesus colocou na insignificância de um copo de água a medida do nosso julgamento. Faço célula há 25 anos. Sabe a primeira coisa que eu ponho na mesa de centro da minha sala? Copos de água. Quando a gente recebe alguém e oferece um copo de água, depois dá um abraço, ora com ele. Deus está vendo. Isso vai contar. E você não tem ideia como vai contar absurdamente no nosso julgamento.
Eu queria fazer um apelo aqui hoje. Um desafio para você que está disposto a ser um instrumento de milagre na vida de pessoas.
Um dia eu apenas levantei minha mão e falei: "Eu quero, Senhor, eu quero". Só isso que eu fiz. O resto foi Deus que fez. Porque multiplicação é um milagre. Mas Deus nunca vai te empurrar do seu lugar. Deus nunca vai apontar e falar: "Eu quero você". Ele vai esperar você levantar a mão e dizer: "Eu topo, eu quero".
Nesta noite eu queria fazer um apelo. Para aquele que entende que é hora de você dar um passo. A vida cristã é subir de nível.
Existem aqueles que são frequentadores da igreja. Vêm, mas não querem tanto compromisso. O próximo nível é se tornar um membro. Se você ainda não é, precisaria fazer isso urgentemente—se batizar e ser membro da igreja. Assumir um nível de compromisso.
Mas o próximo nível é dizer: "Essa é a minha família". Porque a igreja não é um lugar para você frequentar. É uma família para pertencer.
Mas nem é isso o último nível. O Senhor nos chama para uma missão. O próximo nível é sermos soldados do seu exército. E o próximo nível ainda é sermos parte de um movimento. A PIB de Curitiba está longe de ser apenas uma igreja. É um movimento espiritual.
Se você quer ser realmente parte daquilo que Deus quer fazer, você tem que entrar num próximo nível. Eu queria chamar aqui à frente para nós orarmos. Porque hoje à noite Deus vai derramar um dom sobre esta igreja.
Vai haver derramamento. O dom do Espírito Santo vai ser derramado aqui hoje. Se você quer ser um crente de andar de cima, você precisa de um batismo de amor. É o batismo do ágape. Ágape é derramado em nossos corações e é pelo amor que as pessoas vão ver: "Esse ali é um filho de Deus".
O altar está aberto. Eu convido você a sair do seu lugar, a junto com sua igreja, se unir num clamor por avivamento dizendo:
"Começa em mim, derrama o teu amor em meu coração. E por causa desse amor eu estou disposto a abrir minha casa. Eu vou fazer um curso de líderes. Eu vou cuidar de pessoas. Eu vou levar o evangelho".
Sai do seu lugar e vem aqui, igreja. Estou fazendo um apelo em nome de Jesus. Um apelo mesmo. Deus está te convocando. Deus está chamando você para servir, para abrir sua casa, para se tornar um líder de célulo, um ajudante de líder de célulo, uma testemunha. Ore. Deus vai derramar. Deixa Deus fazer o milagre.
Mas pastor, eu não sei se vai acontecer. Irmão, você não sabe você. Mas sua família já é salva? Sua família já se converteu? Quem sabe se Deus não vai derramar um milagre através de você, para que sua família conheça Cristo? Seu irmão mais novo, seu irmão mais velho, seus pais, seus primos, seus tios. Sua família precisa de Deus.
Então eu quero chamar você para essa oração. Uma oração de clamor. Uma oração pedindo a Deus esse batismo de amor. Vem aqui.
Boa noite. Graça e paz do Senhor seja sobre a sua vida. Que alegria estar com vocês. Somos gratos pela liderança, pela generosidade e pelo privilégio de estar com vocês durante esta conferência de casas de glória.
Estamos enfatizando o poder da igreja nos lares. Se você procurar em toda a Bíblia, verá que Jesus—com exceção de uma sinagoga em Cafarnaum—não fez nenhum milagre dentro de um templo. Nos templos, Ele usou chicotes e colocou ordem. Mas nas casas? Ali a morte ressuscitou, o paralítico andou, a comida na mesa multiplicou. Provisão, vidas foram transformadas. Um Zaqueu se arrependeu na mesa da sua casa entre amigos. Os maiores milagres acontecem nas casas. Se você quer ver milagres, abra sua casa.
Vamos ler juntos o texto que nos guiará esta noite. Este é um relato extraordinário de um milagre.
Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto, um lugar sossegado, e descansem um pouco". Assim eles se afastaram num barco para um lugar deserto. Mas muitos dos que o viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a pé de todas as cidades e chegaram lá do outro lado antes deles.
Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas. Já era tarde e por isso seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Este é um lugar deserto, já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer."
Ele porém respondeu: "Dem-lhes vocês algo para comer". Eles lhe disseram: "Isso exigiria 200 denários. Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer?" Jesus perguntou: "Quantos pães vocês têm? Verifiquem". Quando ficaram sabendo, disseram: "Temos cinco pães e dois peixes".
Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim eles se assentaram em grupos de 100 e em grupos de 50. Tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos. E os discípulos recolheram 12 cestos cheios de pedaço de pão e de peixe. E os que comeram foram 5.000 homens (mais de 10.000 pessoas, contando mulheres e crianças).
Permitam-me compartilhar meu testemunho. Quando comecei como pastor desta igreja, tínhamos cerca de 170, 180 membros. Já tínhamos sido uma igreja maior, mas estávamos em declínio. Muitas pessoas estavam saindo, dizendo: "O último que sair, por favor, apaga a luz". A igreja era considerada fria, em decadência, a igrejinha.
Isso me doía muito. Jogava toda a culpa em mim mesmo. Pensava que era algum pecado, uma incompetência minha, um bloqueio espiritual, tradicionalismo. Era um peso que não conseguia carregar. Comecei a orar desesperadamente. Pensei em sair como tantos estavam saindo. Mas minha esposa insistiu porque Deus havia me chamado.
Havia uma varanda no apartamento onde eu morava. Fechava a cortina, entrava na varanda e ali me dobrava em oração. Não sei quantas noites orei ali. Decidi ir para um congresso de avivamento no Canadá. Muitos me criticaram, mas eu estava desesperado.
Foram 1.700 pastores em busca de avivamento, de um recomeço, de direção. No último dia, quando ia embora preocupado de que tudo seria como antes, uma senhora idosa saiu na minha direção. Ela não me conhecia, mas sabia que eu era do Brasil, que trabalhava como engenheiro com metais, que não queria estar ali mas havia ido por desespero.
Ela me perguntou: "Eu posso orar por você?" E orou por mim. Naquela oração, Deus me visitou. E naquele momento, meus olhos se abriram para uma realidade espiritual. Eu vi minha cidade, milhares e milhares de pessoas descendo ao inferno. Aquilo me apavorou desesperadamente.
Comecei a clamar a Deus: "Senhor, as pessoas estão morrendo. Eu queria que as pessoas parassem de ir para aquele lugar tenebroso". E Deus me deu uma visão clara. Não só uma multidão infinita de pessoas perdidas, mas milhares de líderes.
Ele me falou: "Eu vou te dar uma multidão de líderes. Eu vou multiplicar líderes na sua igreja. O seu ministério, você mesmo não será extraordinário. Você vai ser simples e comum, mas a sua igreja será extraordinária. Você topa?"
Eu falei: "Claro, porque a única maneira de impedir aquela avalanche de pessoas descendo ao inferno era uma multidão de líderes que se importassem".
Voltei com essa convicção. Voltei para uma realidade de uma pequena igreja batista num prédio para 250 pessoas e o culto da manhã tinha 50 pessoas presentes. Aquilo que vi não se parecia nada com minha realidade. Como isso seria possível? Decidi que passaria 9 meses orando e buscando a direção de Deus.
Visitei algumas das melhores igrejas, buscando inspiração. Na Coreia, tive o privilégio de almoçar com o pastor de uma das maiores igrejas. Perguntei: "Qual é o segredo?" Ele respondeu: "É um milagre. Você vai ter que descobrir como".
Voltei com aquilo na minha cabeça. Vi a realidade daquela pequena igreja de poucas pessoas, mas entendo que Deus queria que eu fizesse algo que impactasse a vida de milhares de pessoas.
Hoje já contabilizamos mais de 5 milhões de pessoas que vieram a Cristo através de células do DNA espalhadas pelo Brasil e em muitos países, na Europa, na África. Algo aconteceu. E foi naqueles 9 meses que encontrei a resposta em Marcos capítulo 6.
Este texto me deu a chave. É a mensagem mais antiga, talvez a palavra inicial que deu início a um movimento de multiplicação celular. Hoje temos mais de 3.100 células, talvez 3.200. Vejo uma multidão de líderes, milhares cuidando de grupos e alcançando pessoas todos os dias.
Como isso aconteceu? Estava lendo este texto quando percebi que Jesus viu a mesma multidão de perdidos. Os discípulos e Jesus estavam trabalhando com as multidões—doentes, problemas na família, endemoniados, doentes. Ensinavam, pregavam, libertavam, curavam. Um trabalho exaustivo. Os discípulos não aguentavam mais.
Jesus falou: "Vocês têm que parar para descansar". Entraram no barco para atravessar para o outro lado. Mas as pessoas viram e correram pela margem, chegando do outro lado antes do barco. Quando Jesus viu aquilo, seu coração se derreteu. A Bíblia diz que ele ficou impressionado, estupefato.
Vendo Jesus a multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor.
Ovelhas sem pastor morrem. Não têm chance de sobreviver. O resultado é a morte.
A partir daí, Jesus resolve atender aquele povo. Os discípulos chegam dizendo: "Mestre, tem que mandar eles embora. Eles vão desfalecer de fome. Não temos nada aqui". Jesus lança um desafio: "Dem-lhes vocês algo para comer".
Eles responderam: "Como? É impossível!" Mas Jesus pergunta: "Descobre aí o que vocês têm". Depois de procurar por todo mundo, descobriram um garotinho com um lanche bem simples. Jesus multiplica pães e peixes. A multidão é saciada. 5.000 homens significa mais de 10.000 pessoas. Sobraram tantos pão e peixe que 12 cestas foram preenchidas.
Este texto veio como uma bomba no meu coração. A multiplicação é um milagre.
Para um milagre acontecer, é necessário haver um ambiente de compaixão. Jesus sentiu compaixão. A primeira coisa destacada é que havia compaixão no coração das pessoas.
Jesus não conseguiu mandar as multidões embora. Não conseguiu dizer: "Ah, não, agora não". Seu coração estava apertado de amor. Não existe multiplicação se não tivermos dispostos a amar as pessoas. Não haverá célula relevante, não haverá crente genuíno, não haverá frutificação se não deixarmos que aquilo que dói no coração de Deus doa no nosso coração também.
E há algo que precisamos orar: "Senhor, nos dá amor pelas pessoas. Qualquer pessoa, não importa quão esquisito, quão doente, quão pecador, quão desviado, não importa quão agressivo". O Senhor diz: "Ame, ame, ame".
Sabe como a gente ganha pessoas? Amando as pessoas. É o amor que quebra as barreiras. É um amor que convence.
Eu me lembro de um dia em que estava terminando um culto de domingo. Uma irmã veio me procurar e falou: "Pastor, minha mãe está muito doente no hospital com câncer grave. Você poderia fazer uma visita?"
Eu pensei: "Nessa semana não". Mas ela insistiu tanto que concordei: "Então, amanhã cedinho, tenho uma reunião às 9, mas vou ao hospital cedo e faço uma oração por ela".
Fui cedo pro hospital. Ao entrar no quarto daquela irmã, dona Cecília, fiquei surpreso. Ela estava numa enfermaria com quatro camas. De forma discreta, sem incomodar os outros, orei por ela.
Quando ia sair, a pessoa que cuidava da pessoa ao lado chegou e perguntou: "Você é pastor? Aqui é minha mãe, ela também está doente. Você se portaria de fazer uma oração por ela?"
Claro, fiz a oração. Quando ia sair, a pessoa da outra cama me pediu uma oração também. E eu fiz. Tinha que dar uma palavra, saber o nome, ouvir um pouquinho. Quando ia sair, tinha gente na porta. Um rapaz falou: "Eu ouvi uma oração. Você faz oração? Meu pai está aqui do lado. Você se importaria de ir fazer uma oração?"
Eu tinha reunião às 9 horas. Saí do hospital quase 1 hora da tarde. Eu encontrei ovelhas sem pastor, precisando de uma palavra, um versículo bíblico. Saí de lá com meu coração arrebentado em gratidão.
Porque aquela reunião eu perdi. Porque eu não teria sentido o que senti. A gente não lembra o que é uma pessoa sem esperança. A gente não lembra o que é uma pessoa solitária. A gente não lembra o que é uma pessoa se afogando sem uma tábua de salvação. A gente não tem ideia do que é alguém sem Cristo.
Saí de lá agoniado e entendi o que Jesus falou. Aquilo me inspirou por anos. Porque aquilo me impactou. Falei: "Meu Deus, nós temos o que as pessoas precisam e um pouquinho que a gente reparte faz tanta diferença".
Sabe por que o milagre aconteceu? Porque havia ali um ambiente de compaixão. Jesus não conseguiu mandar as multidões embora. Seu coração estava apertado de amor.
Não existe multiplicação se não deixarmos que o Espírito Santo aperte o nosso coração e coloque o mesmo tipo de amor, um amor como de Jesus que deu a sua vida, que não media o preço.
A segunda condição foi que havia um líder que tinha a coragem de desafiar seus liderados a fazerem um pouco mais. Houve multiplicação porque Jesus não aceitou a proposta dos discípulos de mandar o povo embora. Os discípulos disseram: "Senhor, manda eles embora". E Jesus disse: "O quê?"
Jesus volta com um desafio. Esse é o papel de um líder. Desafiar.
Sabe o que um líder de uma célula faz? Já tem 20 pessoas. Precisa abrir outra. Pressão. Desafio. "Vocês podem. Abrem outra casa. Eu preciso de mais cadeiras porque novos virão". Cada célula que tem 20 pessoas não tem mais o direito de continuar 20.
Na minha igreja desafio o tempo inteiro a multiplicar célula todo ano. Por quê? Porque quero muitas células. Não porque quero cadeiras vazias. Porque o líder multiplica outro líder, a casa multiplica outra casa, a igreja multiplica outra igreja, pastor multiplica outro pastor.
Sabe quem faz líder de célula para nós? Não é a escola de líderes. É o outro líder. Um líder começa a treinar alguém dizendo: "Cara, você vai ser um líder de uma célula". Porque um líder desafia para a multiplicação.
Estou aqui desde terça-feira e estou impressionado com a coragem, com a decisão firme da liderança desta igreja dizendo: "Queremos mais células". Não é o desejo de ser importante. Não é a soberba. É compaixão, é obediência à Grande Comissão.
A Grande Comissão diz: "Não pare". Quando a gente diz que uma igreja grande não é boa, que crescer demais é ruim, isso prova um egoísmo tão grande. A gente está pensando em nós. A visão que Deus me deu era de uma multidão e disse: "Salve essas pessoas. Como? Multiplique líderes".
Esse é meu trabalho há mais de 25 anos, abrindo células, multiplicando pessoas, treinando outros pastores. Porque um líder que desafia gera milagres.
Aconteceu um milagre ali porque alguém se dispôs a fazer sacrifícios. Havia um menino com seu lanche. Alguém chegou para ele e disse: "Garoto, Jesus está querendo alimentar essa multidão. Você teria seu lanche para Jesus?"
Naquele momento, o garoto estava decidindo que passaria fome. Estava decidindo que o que a mãe dele preparou, de forma bem inteligente, ele ia abrir mão e entregar o que tinha para atender um pedido de Jesus. E ele entrega um sacrifício.
A palavra sacrifício fala tudo para mim. Se eu plantasse tomates em 5 metros por 5 metros, teria 25 m², comeria alguns tomates. Mas se quisesse plantar em 5 km por 5 km, exigiria um grande sacrifício. Mas o sacrifício que estou disposto a fazer é que dá a medida da colheita. Quem sacrifica pouco, colhe pouco. Quem sacrifica muito, colhe muito.
Aquele menino sacrificou tudo. E garanto que um daqueles cestos ele levou para casa. Porque o gesto dele que entregou para Jesus, e o gesto de Jesus que poderia comer o lanche—tinha todo o direito—mas não comeu. Repartiu pros outros e alimentou uma multidão. O sacrifício daquele garoto realizou um milagre extraordinário.
Vamos aplicar isso para nós como igreja. Durante 40 anos, minha ótima igreja nunca cresceu. Sabe o diagnóstico que fiz? Porque ela agora cresce e porque 40 anos manteve a mesma membresia dos fundadores. Havia uma grande indiferença com relação aos perdidos.
A primeira coisa que Deus precisa fazer é dentro da gente. Paulo diz que o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo. Quem é cheio do Espírito Santo, a primeira marca, o primeiro fruto chama-se ágape. O fruto do Espírito é ágape. Quem é cheio do Espírito Santo é cheio de ágape.
Por isso nossas igrejas precisam desesperadamente de um avivamento. Não porque a liturgia precisa se aquecer. Não porque o volume da adoração. Não porque surpresas sobrenaturais. Não tem nada a ver conosco. Quando o avivamento vem, é o Espírito que é derramado sobre a igreja. A primeira coisa que ele faz? Quebra frieza, derrama amor e mexe com uma igreja.
Quando você está orando "Senhor avivamento, Senhor avivamento", cuidado. Essa é uma oração muito perigosa. Porque vai custar você o seu sanduíche. Vai custar você, talvez, a sua noite de segunda-feira. Vai custar você, talvez a qualidade e a durabilidade do seu sofá.
Não sei quantos líderes duplicam a conta de celular dele. Mas quando o amor vem, a gente sacrifica. Porque não existe amor que não vai gerar serviço, não existe serviço que não vai ter sacrifício, não tem sacrifício que não vai cobrar da gente renúncia.
Igreja, cuidado com a oração de avivamento. Porque quando o avivamento vem, o amor é derramado. E quando o amor é derramado, nós corremos atrás das pessoas.
Minha oração sincera por esta igreja tão querida é um genuíno avivamento de amor, um avivamento de ágape, um derramamento do amor de Deus, a ponto de que você não consiga sair do quarto da dona Cecília. Você não consegue estar na sua empresa e não falar de Cristo. Você não consegue deixar de convidar uma pessoa. Você não consegue fazer a sua reunião só com você mesmo. Todo mundo tem que trazer um amigo.
É por causa dessa compaixão que a cada quatro, cinco reuniões, nós combinamos o dia do amigo. Todo mundo ora, ora, ora e traz um amigo à célula. A gente compartilha o evangelho, ama, abraça, ora por ele, mostra o quanto é bem-vindo e todo dia o Senhor acrescenta.
A multiplicação acontece quando a gente se importa com as pessoas. Acontece quando um pastor não se acomoda, quando não fica satisfeito com uma igreja linda, com um culto cheio. Ele quer quatro cultos, quer 10 cultos, quer 10 campos, quer 100 campos. Ele não para, porque Jesus não deixou a gente parar.
Ele disse: "Vão e façam discípulos das nações". Disse: "Receberão poder e serão minhas testemunhas na sua cidade, mas até os confins da terra". O amor de Deus não deixa a gente parar.
Dou graças a Deus porque tem um líder que desafia. Mas também dou graças porque o Senhor nos ensina que quando a gente renuncia a algo pelo Senhor, Ele vê o que a gente faz e nos recompensa. O milagre acontece quando alguém pode dar algo.
Poderia contar para você de uma irmã tão elegante, de uma casa tão linda, que veio enfurecida, fechando a célula dela. Disse: "Pastor, eu não quero mais liderar célula. Não acredito que o que aconteceu na minha casa foi a coisa mais horrível".
Ela chorava, tão nervosa, trêmula. Pensei que alguém a houvesse abusado ou roubado dela. Perguntei: "Irmã, me conta o que aconteceu". Ela não queria contar. Insisti. Ela falou: "Pastor, comprei um sofá novo. R$ 140.000 o sofá". Quase desmaiei. Um sofá de 140 mil reais!
Ela continuou: "E eu pedi na minha célula cuidado com o sofá. E você não sabe o que aconteceu, pastor. Aquele cara foi lá com um copo de Coca-Cola. E o copo derramou e manchou meu sofá".
Eu falei para ela: "Irmã, eu sinto muito, peço desculpa, mas me devolve a célula mesmo. Me devolve. Não vai dar certo. Porque se você acha que um sofá, uma mancha de um sofá é mais importante que aquelas pessoas na sua casa, está em jogo a eternidade deles e você acha que esse sacrifício não vale a pena, você nunca vai ser líder mesmo". E tomei a célula dela.
Sabe qual é o maior dom que Deus pode derramar na vida de uma pessoa? É o batismo do Espírito Santo. E sabe o que é o batismo do Espírito Santo? É o batismo de amor. É o batismo do ágape. Ágape é derramado em nossos corações.
Poderia terminar relembrando que Jesus falou sobre como ele vai julgar todos nós. Disse: "Um dia eu vou julgar. Um dia o filho do homem vai julgar todo mundo".
Alguns virão e dirão: "Senhor, senhor, eu quero entrar no seu reino". Ele vai dizer: "Não, não, para fora". Mas dirão: "Senhor, eu fiz tanta coisa para você na igreja. Eu servi tanto, eu fiz tanto pro Senhor".
Ele diz assim: "Mas eu tive sede e você não me deu de beber. Eu tive fome e você não me dei comida. Eu tive frio e você não me vestiu. Eu estava doente, você não me visitou. Eu estava preso e você não se importou comigo. Para fora você não vai entrar".
E ele disse: "Senhor, mas quando foi que eu fiz isso? Quando foi que eu não fiz isso para você?"
E ele disse: "Quando você deixou de fazer para qualquer um, você não fez para mim".
Ta entendendo o que Jesus está dizendo? Ele está dizendo: você não me deu. A maioria de nós está errado. A maioria de nós está vivendo um cristianismo de direção errado. Porque nós achamos que tudo é para nos dar. Não é. Você, tendo recebido, tem que repartir. A Bíblia fala que o que você ganhou, você tem que repartir.
Jesus colocou na insignificância de um copo de água a medida do nosso julgamento. Faço célula há 25 anos. Sabe a primeira coisa que eu ponho na mesa de centro da minha sala? Copos de água. Quando a gente recebe alguém e oferece um copo de água, depois dá um abraço, ora com ele. Deus está vendo. Isso vai contar. E você não tem ideia como vai contar absurdamente no nosso julgamento.
Eu queria fazer um apelo aqui hoje. Um desafio para você que está disposto a ser um instrumento de milagre na vida de pessoas.
Um dia eu apenas levantei minha mão e falei: "Eu quero, Senhor, eu quero". Só isso que eu fiz. O resto foi Deus que fez. Porque multiplicação é um milagre. Mas Deus nunca vai te empurrar do seu lugar. Deus nunca vai apontar e falar: "Eu quero você". Ele vai esperar você levantar a mão e dizer: "Eu topo, eu quero".
Nesta noite eu queria fazer um apelo. Para aquele que entende que é hora de você dar um passo. A vida cristã é subir de nível.
Existem aqueles que são frequentadores da igreja. Vêm, mas não querem tanto compromisso. O próximo nível é se tornar um membro. Se você ainda não é, precisaria fazer isso urgentemente—se batizar e ser membro da igreja. Assumir um nível de compromisso.
Mas o próximo nível é dizer: "Essa é a minha família". Porque a igreja não é um lugar para você frequentar. É uma família para pertencer.
Mas nem é isso o último nível. O Senhor nos chama para uma missão. O próximo nível é sermos soldados do seu exército. E o próximo nível ainda é sermos parte de um movimento. A PIB de Curitiba está longe de ser apenas uma igreja. É um movimento espiritual.
Se você quer ser realmente parte daquilo que Deus quer fazer, você tem que entrar num próximo nível. Eu queria chamar aqui à frente para nós orarmos. Porque hoje à noite Deus vai derramar um dom sobre esta igreja.
Vai haver derramamento. O dom do Espírito Santo vai ser derramado aqui hoje. Se você quer ser um crente de andar de cima, você precisa de um batismo de amor. É o batismo do ágape. Ágape é derramado em nossos corações e é pelo amor que as pessoas vão ver: "Esse ali é um filho de Deus".
O altar está aberto. Eu convido você a sair do seu lugar, a junto com sua igreja, se unir num clamor por avivamento dizendo:
"Começa em mim, derrama o teu amor em meu coração. E por causa desse amor eu estou disposto a abrir minha casa. Eu vou fazer um curso de líderes. Eu vou cuidar de pessoas. Eu vou levar o evangelho".
Sai do seu lugar e vem aqui, igreja. Estou fazendo um apelo em nome de Jesus. Um apelo mesmo. Deus está te convocando. Deus está chamando você para servir, para abrir sua casa, para se tornar um líder de célulo, um ajudante de líder de célulo, uma testemunha. Ore. Deus vai derramar. Deixa Deus fazer o milagre.
Mas pastor, eu não sei se vai acontecer. Irmão, você não sabe você. Mas sua família já é salva? Sua família já se converteu? Quem sabe se Deus não vai derramar um milagre através de você, para que sua família conheça Cristo? Seu irmão mais novo, seu irmão mais velho, seus pais, seus primos, seus tios. Sua família precisa de Deus.
Então eu quero chamar você para essa oração. Uma oração de clamor. Uma oração pedindo a Deus esse batismo de amor. Vem aqui.