Caminhante sobre as águas com os pés molhados
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Que honra poder estar aqui. Como missionária atuando em diferentes nações, vejo o coração desta igreja e honro os líderes, pastores, visionários e missionários que carregam essa visão de geração em geração. A visão de ter um missionário em cada país do mundo é algo que me inspira profundamente. Vocês estão fazendo um trabalho extraordinário pelo mundo inteiro.
Porém, ainda existem nações que precisam ser ganhas. Ainda existem lugares que precisam ser alcançados. É isso que nos mantém caminhando para frente. A gente só começou. O melhor ainda está por vir. Amém.
Sou metade mexicana, metade americana. Morei na Tailândia por muitos anos e meu coração é brasileiro. Então sou a mais missionária que você vai encontrar. Na Life Impact, temos combatido o tráfico de crianças e a exploração sexual infantil na Birmânia, na Tailândia e agora no Brasil.
Tudo começou em oração. Sem oração não existe missão. A oração coloca os trilhos para que o trem consiga andar. A Life Impact Internacional nasceu em um centro de oração em Oklahoma, onde orava toda sexta-feira à noite para que o plano de Deus acontecesse em minha vida — um ano inteiro antes de eu colocar os meus pés em um avião. A Life Impact Brasil também nasceu naquele centro de oração com Simon e Adriana. Colocamos o mapa do Brasil e começamos a orar: "Senhor, onde é que você quer nos enviar?"
Em 25 anos, estamos vivendo aquilo que já foi orado antes. Na Tailândia, estamos na quarta geração de crianças resgatadas. Eu sou a avó mais nova que você vai conhecer! Temos a quarta propriedade na Tailândia e acabamos de construir a décima nona casa de acolhimento. Na "Terra Prometida", temos 139 crianças resgatadas — meninas e meninos, crianças e bebês. Só esse ano já resgatamos 32 crianças.
Porque estamos resgatando tão rapidamente, precisamos de mais espaço. Recentemente, compramos outra propriedade para as crianças que acabaram de ser resgatadas. As gerações anteriores estão fazendo isso comigo. A gente resgata para que elas resgatem. Minhas bebês que foram resgatadas agora são adolescentes que fazem evangelismos e trabalhos de alcance. Os adolescentes resgatados agora são pastores de adoração, intérpretes, trabalham no governo. O trabalho continua de geração em geração.
Na Birmânia, que fica no triângulo de ouro da Ásia, entre a China, a Birmânia e a Tailândia, estamos enfrentando uma realidade sombria. Na fronteira entre Tailândia e Birmânia, cerca de 60 pessoas — meninas e mulheres por dia — são traficadas para o distrito vermelho. A Birmânia está em guerra civil por cerca de 62 anos, uma das guerras civis mais longas do mundo.
Nós fomos para lá para parar na raiz do problema. Eles pegam meninas pequenas e as fazem serem esposas de soldados. Pegam meninos de 13 anos e os forçam a serem soldados. Forçam essas crianças a carregar armas e a colocar minas na frente deles para que sejam explodidas e não a equipe. Já temos a terceira casa de acolhimento para essas crianças que estão na guerra.
Eu digo: "Se eu não tivesse trabalho suficiente, como se as minhas mãos não tivessem cheia demais". Mas quando você é fiel com aquilo que Deus colocou nas suas mãos, Deus vai te dar o que está no seu coração.
Ouvi de uma missionária aqui de São Paulo sobre as crianças brasileiras. Há alguns anos, abrimos a Life Impact Brasil. Começamos no Rio, pegamos uma casa que era boca de fumo e a transformamos em casa de acolhimento. Na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, temos 330 crianças que vêm toda semana. Tivemos favor com as pessoas certas. Os traficantes amam o que fazemos e nos protegem para que possamos cuidar das crianças. Eles mesmos trazem as crianças que estão dando problema e dizem: "Vocês tomam conta delas antes que a gente tenha que tomar conta delas".
Mas o Rio de Janeiro não foi suficiente. Deus nos deu Juazeiro do Norte, no Ceará, que eu amo muito. Ele nos deu uma fábrica de chinelos e a transformamos em casa de acolhimento. Temos 420 crianças que vêm toda semana.
Se isso não era suficiente, Deus nos deu a Amazônia. Fomos para uma cidadezinha em uma área remota do Amazonas onde não existe lar de acolhimento. Há uma epidemia na Amazônia — a cada 10 crianças, uma está sendo explorada sexualmente dentro de casas. Iniciamos a nossa primeira casa de acolhimento dentro da Amazônia, bem ao lado da linha vermelha.
Quando chegamos lá, foi a primeira vez que vi a casa de acolhimento. Recebemos uma ligação dizendo que tínhamos acabado de resgatar os primeiros meninos — dois pequenos, um de 5 anos e um de 9 anos. Quando cheguei, eles vieram correndo para mim e me abraçaram. Deram-me um desenho que dizia: "Muito obrigado pelo seu sim". Colocaram a marca das suas mãos — os primeiros resgatados do Amazonas.
O Senhor falou ao meu coração e disse: "Se você tivesse desistido, esses dois garotos não teriam um lugar seguro para estar. Se você tivesse desistido, esses garotinhos estariam na exploração. Se você tivesse desistido, as crianças exploradas do Amazonas não vão ter o lugar seguro e não vão conseguir ouvir sobre Jesus. Lana, ainda há rostos que estão do outro lado da sua obediência. Você não pode desistir".
Depois desse resgate, o próprio governo perguntou se poderíamos abrir uma casa de acolhimento em Manaus. Não acabamos — estamos apenas começando. Acabamos de abrir também uma base aqui em Campina Grande para estar mais próxima de vocês. Tenho uma menina que está sendo treinada por mim para abrir uma Life Impact no Paquistão. Tenho uma viúva que está sendo treinada para abrir uma base na África. O trabalho continua. Existe um mundo para ser alcançado. Existem nações que precisam ouvir essa mensagem da fé. Ainda existem mais crianças que precisam ser resgatadas. A gente está só começando. Então vamos juntos.
Durante todo esse tempo de crescimento, passei por momentos muito difíceis. Os asiáticos não são como brasileiros, e fui missionária na Ásia por muitos anos. Fui com meu primeiro "sim" há 20 anos atrás, e pensei que esse sim seria suficiente para me carregar em cada estação. Mas entendi muito rápido que existem muitos sims para Deus.
Não é apenas o sim de sair do barco e ir para a água. É para ficar na água e andar junto com Jesus no plano de Deus para sua vida. É por isso que dei um tema a essa mensagem dessa noite: Caminhante sobre as águas com os pés molhados.
Se você ficar na água com Jesus, seus pés vão ficar molhados. Você não vai ser chamado para fazer algo grande, para andar na água sem que seus pés se molhem.
Antes de abrir a casa de acolhimento no Amazonas, eu estava passando por um dos momentos mais difíceis da minha vida como missionária. Comecei a pensar: tenho um grande trabalho na Tailândia, um grande trabalho na Birmânia. Fazemos evangelismos e estamos alcançando os mais vulneráveis. Isso deveria ser suficiente, não é Jesus?
Quando vim pro Brasil, estava tão empolgada porque esperava pelo Brasil por tanto tempo. Mas não sabia disso — Brasil não é para amadores. Aprendi isso muito rápido.
Eu estava indo para o Amazonas em um barco, olhando a água, conversando e pensando com o Senhor sobre fechar um dos trabalhos. Pensava: "Deus, talvez eu tenha pego mais do que conseguia. Os meus olhos são maiores do que o meu estômago. Pensei grande demais. Talvez eu vá ter que fechar algum dos projetos aqui no Brasil".
Eu estava na água e Deus me deu essa mensagem. Quando chegamos do outro lado, foi a primeira vez que vi a casa de acolhimento. Naquele momento, recebemos a ligação sobre aqueles dois meninos. E quando cheguei lá, eles vieram correndo para mim. O Senhor falou ao meu coração: "Lana, ainda há rostos que estão do outro lado da sua obediência. Você não pode desistir".
Vamos ler juntos em Mateus, capítulo 14, versículos 24 ao 33. Porque se você vai andar nas águas com Jesus, se você vai andar nas águas do seu chamado, do propósito de Deus, você precisa estar pronto para que seus pés sejam molhados.
Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar diante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E despedido das multidões, subiu ao monte a fim de orar sozinho. E caindo à tarde, lá estava ele só. Entretanto, o barco já estava longe e muitos estádios de terra açoitados pelas ondas, porque o vento era contrário.
Todo mundo diga: "Era o contrário". O vento era contrário.
Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem nele andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: "É um fantasma! É um fantasma!" E tomados de medo gritaram, mas imediatamente, imediatamente Jesus imediatamente lhes disse: "Tende bom ânimo, sou eu, não temais".
Respondendo-lhe Pedro, disse:
Se és tu, Senhor, manda-me ter contigo por sobre as águas.
E Jesus disse: "Vem". Todo mundo diga: "Vem, vem".
E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi ter com Jesus. Porém, reparando na força do vento, quando ele viu a força do vento, ele teve medo e começou a submergir, dizendo: "Salva-me Senhor". E prontamente, imediatamente. Imediatamente Jesus estendendo a mão, tomou-lhe e disse: "Homem de pequena fé, por que duvidaste?" Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco adoraram, dizendo: "Verdadeiramente és o filho de Deus".
Se você quer hoje em dia ser um caminhante das águas e quer andar nas águas com Jesus e ver todo o cumprimento das promessas que ele fez para sua vida, para estar na água com Jesus, tudo está aqui.
Primeiro, Pedro disse o seu sim para Jesus. Ele deu seu sim quando parecia um momento muito doido, quando não era conveniente, quando não parecia ser o tempo certo, o momento certo ou a situação correta. Pedro deu seu sim para Jesus.
Se eu fosse Jesus nessa história e chamasse Pedro para vir até mim, eu provavelmente iria congelar a água para que Pedro pudesse fazer o skate até Jesus. Se eu estivesse escrevendo a história, eu iria escrever de uma forma tão bonita. Mas gosto porque Deus deixou aqui essa figura real do que é andar sobre as águas.
Pedro deu seu sim quando não parecia ser um tempo oportuno, quando não era confortável. O vento era forte, as ondas estavam batendo no barco. Não parecia o tempo certo para andar sobre água. Quando Deus nos chama para fazer algo maior do que nós, nunca vai ser num tempo confortável, nunca vai ser conveniente. Ele não prometeu que tudo estaria perfeito.
Mas amo a fé de Pedro. Ele estava pronto. Ele disse: "Eu tô pronto. Me chama. Eu tô pronto". E deu o primeiro passo quando tudo não parecia favorável.
Se fosse a gente, esperaríamos. Diríamos: "Quanto tempo vou ficar na água? Vou trazer tudo que preciso para pesar todo esse tempo na água. Quão longe vou andar na água?" Precisaríamos ter tudo pronto e todos os detalhes. Mas Pedro deu o passo quando Jesus disse: "Vem". A palavra de Jesus foi o suficiente para que Pedro saísse do barco e andasse na água.
Ele saiu na fé com uma palavra de Jesus, que é tudo que você precisa. Uma palavra de Jesus vai mudar a sua vida para sempre. Isso é tudo que você precisa para sair do seu conforto para a água onde Jesus está.
Amo o coração de Pedro. Ele não estava tentando fazer o recorde de ser o primeiro a andar nas águas aqui na Bíblia. Ele só estava querendo estar onde Jesus estava. Ele só queria estar perto de Jesus. Naquele momento Jesus não estava no barco, ele estava na água.
Deixa eu te dizer onde Jesus está agora. Jesus está com os quebrados, está com os que estão sofrendo, está no Paquistão, está na África. Jesus está na Ásia, está nas diferentes áreas da Amazônia. E ele está dizendo: "Me chama, me chama. Eu quero estar na água com você. Jesus, eu quero estar onde você está".
Ele sai do barco. Ele dá seu sim. E os ventos não pararam quando Pedro disse "Sim". Você pode pensar que no momento em que Pedro disse "Sim", tudo parou, tudo ficou calmo. Não, isso não aconteceu. Pedro sabia. Ele viu.
Preciso dizer isso a você: talvez você esteja glorificando muito missões e dizendo "A gente está alcançando pessoas, a gente está levando o evangelho". Mas você não vê os passos de fé necessários para andar na água.
Se você vai fazer algo grandioso para Deus, você precisa estar confortável estando desconfortável.
Estávamos no Amazonas e íamos de vila em vila. A todo momento seus pés vai ficar molhados porque tem coisas que fedem, tem muita água e seus pés vão se molhar. Tive a maior sorte de ter todo tipo de fezes de animais nos meus sapatos. Em Juazeiro do Norte, tinha fezes de cabritos e de galinhas. No Rio tinha fezes de macacos nos meus sapatos. Dessa vez trouxe uns sapatos baratos, porque toda vez eu piso em algo que eu não quero no meu sapato. Então, meus pés estavam molhados, os sapatos estavam molhados.
Eu coloquei do lado de fora lá no Amazonas e estávamos no quarto. Eu estava lá com minha filha, minha primeira filha tailandesa. Desde os 12 anos ela veio do Brasil, e estávamos no mesmo quarto. Meus sapatos estavam dentro da porta. Ela disse: "Mãe, por favor, coloca o seu sapato do lado de fora. Os seus pés estão fedendo, o sapato está fedendo. Estão molhados, está fedendo".
Mas era o único sapato que levei pra viagem. Não queria que ninguém roubasse, porque se roubassem, eu não teria mais sapatos. Então disse: "Não, eu não vou colocar ele lá de fora porque não quero que ninguém roube eles". E ela disse: "Mãe, o seu sapato está fedendo tanto que ninguém vai querer roubar o seu sapato. Ninguém quer um sapato fedorento".
Graças a Deus agora trouxe um que é à prova d'água. Mas aprendi algo: eu estava confortável estando desconfortável. Andei muito com os pés molhados e meus pés estavam fedendo que eu nem sabia. Estava confortável estando desconfortável.
Se você vai fazer algo grandioso para Deus, você precisa estar confortável estando desconfortável. Você precisa renovar seu sim para ele.
Pedro estava andando. Tudo estava certo. Ele estava fazendo aquilo. Estava andando nas águas. Mas aí veja o que aconteceu. A Bíblia diz, quando Pedro viu, ele tirou os olhos de Jesus e começou a olhar ao seu redor.
Ele já estava fazendo aquilo. Estava andando nas águas. Foi o primeiro a andar sobre as águas. Estava já ali fazendo na promessa. Mas ele tirou os olhos daquele que prometeu e colocou nos problemas ao redor.
Quando seus olhos estão focados, é quando você vai andar. Para onde os seus olhos vão, é onde você vai andar. Se você olhar pra frente, você vai andar pra frente. Se você olhar para trás, você vai andar para trás. Você precisa ter cuidado onde está olhando.
Pedro olhou ao seu redor, viu a situação e os problemas quando antes tudo que ele viu foi Jesus. A Bíblia diz em Hebreus para olhar para o autor e consumador da nossa fé, aquele que permaneceu na cruz com alegria. Até Jesus olhou pra frente. Ele viu a alegria que estava proposta. Ele viu você sentado aqui nessa noite. Ele estava olhando pra frente.
Se você continuar olhando pra frente para o autor e consumador da sua fé, aquele que começou e aquele que vai terminar, então você vai conseguir continuar na água com ele.
Sabe, a gente tem algo que diz: barcos não afundam por causa da água ao seu redor, mas barcos afundam quando aquilo que está ao redor deles entra dentro deles. Só porque está ao seu redor não significa que tem que vir para você. Você foi criado para estar acima das águas. Você foi criado para estar no topo da água. Foi assim que Deus te criou para ter vitória sobre qualquer situação.
Mas a gente precisa olhar pra frente, não pra direita ou pra esquerda. Quando Pedro viu, ele mudou o que estava olhando. Antes estava olhando para Jesus e aí os olhos dele foram para as ondas.
Se você vai ser um caminhante das águas de pés molhados, você precisa prestar atenção naquilo que você está prestando atenção.
A gente tem uma frase no Verbo da Vida. A gente não anda pelo que vê. A gente não anda pelo que sente. A gente só vai pelo que crê. A gente vai pelo que crê. E a gente crê que a palavra de Deus é suficiente para nos manter fora das águas, acima das tempestades. Amém.
Pedro começa a pensar e o que acontece? Diz imediatamente, imediatamente Jesus alcança ele e puxa ele de volta. Amo que Jesus não estava lá olhando ele sofrendo. Jesus estava perto o suficiente para apenas botar suas mãos e puxar ele de volta e colocar ele de volta na água. Imediatamente. Imediatamente. Jesus não deixou Pedro afundar.
Quando leio isso, vejo tão claramente: quando Pedro subiu de novo e quando estavam indo de volta pro barco, ele não disse "Agora você tá sofrendo, nada de volta até o barco". É assim que vejo a história: ele segurou Jesus pelas mãos. Jesus disse para Pedro: "Vamos fazer novamente. Dessa vez você não vai falhar. Faça novamente, você não vai falhar dessa vez". E andaram de volta na água até o barco.
Para provar que Jesus fez além daquilo que a água estava fazendo com Pedro, dando a Pedro vitória sobre aquilo que tinha derrubado Pedro antes. É assim que vejo que aconteceu.
No fim da história, Pedro está andando de volta pro barco. E o que as pessoas dizem? Eles não falaram nada para Pedro. Nem deram atenção a Pedro. Não disseram: "Pedro, você perdeu. Você teve uma chance e falhou. Você falhou, Pedro. Eu teria feito um trabalho melhor do que você".
Eles não disseram nada sobre Pedro. Ninguém nem prestou atenção em Pedro. Mas porque Pedro teve o passo de fé, eles falaram sobre Jesus. "Verdadeiramente você é o filho de Deus. Verdadeiramente você é o filho de Deus".
Pedro não fez perfeitamente. Não fez tudo tudo certo. Não cumpriu a promessa de Deus ali perfeitamente. Mas ainda assim ele trouxe glória para Jesus. Ainda assim trouxe glória a Deus por causa da sua obediência. Eles nem olharam para Pedro. Tudo que viam era Jesus.
Essa mensagem toda veio para mim naquela água, no barco. O Senhor disse: "Volte pro Brasil, Lana. Faça de novo. E dessa vez você não vai falhar. Dessa vez você não vai falhar".
Quando voltei para Tailândia, do Brasil para Tailândia, tinha pensamentos de desânimo. Quando estava lá, fizemos um grande evangelismo de Natal chamado "Natal nas suas mãos e os céus no coração". Trouxemos as crianças resgatadas para resgatar outras crianças.
Tínhamos uma menina que tinha 14 anos quando veio pra gente. A história dela é assim: estava presa, amarrada em uma cama. Vivia com a porta trancada e as pessoas faziam o que queriam com ela noite e dia. Tinha machucados da cabeça aos pés e muitas cicatrizes ao redor dos braços.
Ela ficou sabendo sobre o Jesus do Islã, o Deus do budismo. Mas um dia clamou a Jesus. Ela ouviu que era o maior Deus tailandês, o Deus verdadeiro, nosso Deus. E disse: "Deus, se você é real, me ajuda, me salva, tira as minhas amarras".
Um dia eles esqueceram de amarrá-la direito e esqueceram de trancar a porta. Ela saiu correndo pela rua, sangrando, cheia de sangue, toda machucada. Alguém a pegou e levou para o hospital. Chamaram nosso time de resgate.
O time estava do lado da cama dela. Ela olhou para meu time e disse: "Eu não me importo para onde vocês me mandam. Vocês podem me mandar pra prisão. Só não me mande de volta para aquela família. Eles fazem coisas horríveis comigo. Não me mande de volta pra minha família. Me mande para qualquer canto, pra prisão".
Era uma menina de 14 anos. Dissemos: "Você não vai precisar sofrer mais nenhum dia da sua vida". Levamos para a Tailândia, para a Terra Prometida. Era tempo de Natal. Ela disse: "Eu não lembro dos presentes, não lembro de mais nada. Tudo que lembro, eu só lembro de aprender sobre aquele que veio da terra para me resgatar. E lembro de ter a família que sempre quis ter na minha vida inteira. E lembro sentindo que minha vida seria totalmente diferente a partir daí".
Ela perguntou para meu time se poderia dar o testemunho dela durante o Natal, porque foi algo tão poderoso que experienciou.
Ela se levantou. Estávamos na vila. E ela disse: "Eu sou dessa vila. Eu não sou de longe. E esse Deus que essas pessoas falam para vocês é o Deus que me salvou. É o Deus que me resgatou. É o Deus, o único Deus verdadeiro.
"Eu estava amarrada não muito longe daqui. Eu estava presa não muito longe daqui. E clamei a esse Deus e ele quebrou as minhas amarras, destrancou a minha porta. E ele vai fazer o mesmo por você se você chamar ele. O mesmo Deus que estão te falando sobre é o Deus que me salvou, que me curou.
"Agora eu posso comer carne, como três vezes ao dia, vou pra escola. Eu posso me arrumar bem. Não tô legal, não tô bonita. Mas quantos aqui querem o mesmo Deus que me resgatou para resgatar vocês também?"
Centenas de pessoas deram a sua vida para Jesus por causa de uma menina de 14 anos contando a sua história. Deus falou ao meu coração nessa cruzada e disse: "Lana, o seu sim destravou o sim dela. Você precisa continuar na água comigo. Tem mais crianças, tem mais faces do outro lado da sua obediência. Tem mais que virão".
Se você puder ficar de pé. Hebreus 12:1-2:
Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que de tão perto nos rodeia e corramos com paciência à carreira que nos está proposta. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto, suportou, suportou a cruz, desprezando a afronta e assentou-se à destra do trono de Deus.
Ainda há muitos rostos do outro lado da sua obediência. Ainda existem muitas pessoas para serem alcançadas. Existem nações que precisam de Jesus. Ainda há um mundo que precisa ser alcançado.
Você pode levantar a sua mão comigo?
Deus Pai, eu oro por todos nós para que entendam que não é apenas um período de tempo de sim. Mas é um sim contínuo até você. Que renovemos os nossos votos de sim. Que renovemos o nosso sim de sair do barco até o outro lado, fora da nossa zona de conforto. Que nos lembremos, Deus, que ainda existem rostos do outro lado da nossa obediência. Ainda existem gerações do outro lado da nossa obediência. Nações do outro lado da nossa obediência, crianças do outro lado da nossa obediência, cidades do outro lado da nossa obediência, países do outro lado da nossa obediência.
O sim de ontem não pode nos carregar até amanhã. Mas há um sim novo, um sim para essa temporada. Um sim para essa hora, um sim para o futuro. Renovamos nosso sim a você. Renovamos nosso sim a você, porque ainda existem mais. Existem mais para ser alcançados.
Que você continue para nós. Que você nos mantenha na água com você. Nos mantenha na água com você. Nos mantenha na água com você, porque o nosso sim vai destravar os sims de outras pessoas.
Talvez que essa noite nos lembremos de que existem mais países. Há mais. Tem mais. Tem mais. Tem mais. Tem mais. Olhando pra frente para o autor e consumador. Que não acabou até que você diga que acabou. Que não acabou até que toda promessa seja cumprida.
E digo: não acabou até que a promessa de que em cada país haja um missionário seja cumprida no poderoso, poderoso nome de Jesus. Amém. Amém.
Muito obrigado, gente. Muito obrigado. A gente precisa sempre lembrar que ainda existem muitos sims do outro lado da nossa obediência. Nossa contínua, contínua obediência. Não apenas obediência de um tempo. Não apenas um sim nesse altar. Mas um sim para Deus continuamente renovado.
Que honra poder estar aqui. Como missionária atuando em diferentes nações, vejo o coração desta igreja e honro os líderes, pastores, visionários e missionários que carregam essa visão de geração em geração. A visão de ter um missionário em cada país do mundo é algo que me inspira profundamente. Vocês estão fazendo um trabalho extraordinário pelo mundo inteiro.
Porém, ainda existem nações que precisam ser ganhas. Ainda existem lugares que precisam ser alcançados. É isso que nos mantém caminhando para frente. A gente só começou. O melhor ainda está por vir. Amém.
Sou metade mexicana, metade americana. Morei na Tailândia por muitos anos e meu coração é brasileiro. Então sou a mais missionária que você vai encontrar. Na Life Impact, temos combatido o tráfico de crianças e a exploração sexual infantil na Birmânia, na Tailândia e agora no Brasil.
Tudo começou em oração. Sem oração não existe missão. A oração coloca os trilhos para que o trem consiga andar. A Life Impact Internacional nasceu em um centro de oração em Oklahoma, onde orava toda sexta-feira à noite para que o plano de Deus acontecesse em minha vida — um ano inteiro antes de eu colocar os meus pés em um avião. A Life Impact Brasil também nasceu naquele centro de oração com Simon e Adriana. Colocamos o mapa do Brasil e começamos a orar: "Senhor, onde é que você quer nos enviar?"
Em 25 anos, estamos vivendo aquilo que já foi orado antes. Na Tailândia, estamos na quarta geração de crianças resgatadas. Eu sou a avó mais nova que você vai conhecer! Temos a quarta propriedade na Tailândia e acabamos de construir a décima nona casa de acolhimento. Na "Terra Prometida", temos 139 crianças resgatadas — meninas e meninos, crianças e bebês. Só esse ano já resgatamos 32 crianças.
Porque estamos resgatando tão rapidamente, precisamos de mais espaço. Recentemente, compramos outra propriedade para as crianças que acabaram de ser resgatadas. As gerações anteriores estão fazendo isso comigo. A gente resgata para que elas resgatem. Minhas bebês que foram resgatadas agora são adolescentes que fazem evangelismos e trabalhos de alcance. Os adolescentes resgatados agora são pastores de adoração, intérpretes, trabalham no governo. O trabalho continua de geração em geração.
Na Birmânia, que fica no triângulo de ouro da Ásia, entre a China, a Birmânia e a Tailândia, estamos enfrentando uma realidade sombria. Na fronteira entre Tailândia e Birmânia, cerca de 60 pessoas — meninas e mulheres por dia — são traficadas para o distrito vermelho. A Birmânia está em guerra civil por cerca de 62 anos, uma das guerras civis mais longas do mundo.
Nós fomos para lá para parar na raiz do problema. Eles pegam meninas pequenas e as fazem serem esposas de soldados. Pegam meninos de 13 anos e os forçam a serem soldados. Forçam essas crianças a carregar armas e a colocar minas na frente deles para que sejam explodidas e não a equipe. Já temos a terceira casa de acolhimento para essas crianças que estão na guerra.
Eu digo: "Se eu não tivesse trabalho suficiente, como se as minhas mãos não tivessem cheia demais". Mas quando você é fiel com aquilo que Deus colocou nas suas mãos, Deus vai te dar o que está no seu coração.
Ouvi de uma missionária aqui de São Paulo sobre as crianças brasileiras. Há alguns anos, abrimos a Life Impact Brasil. Começamos no Rio, pegamos uma casa que era boca de fumo e a transformamos em casa de acolhimento. Na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, temos 330 crianças que vêm toda semana. Tivemos favor com as pessoas certas. Os traficantes amam o que fazemos e nos protegem para que possamos cuidar das crianças. Eles mesmos trazem as crianças que estão dando problema e dizem: "Vocês tomam conta delas antes que a gente tenha que tomar conta delas".
Mas o Rio de Janeiro não foi suficiente. Deus nos deu Juazeiro do Norte, no Ceará, que eu amo muito. Ele nos deu uma fábrica de chinelos e a transformamos em casa de acolhimento. Temos 420 crianças que vêm toda semana.
Se isso não era suficiente, Deus nos deu a Amazônia. Fomos para uma cidadezinha em uma área remota do Amazonas onde não existe lar de acolhimento. Há uma epidemia na Amazônia — a cada 10 crianças, uma está sendo explorada sexualmente dentro de casas. Iniciamos a nossa primeira casa de acolhimento dentro da Amazônia, bem ao lado da linha vermelha.
Quando chegamos lá, foi a primeira vez que vi a casa de acolhimento. Recebemos uma ligação dizendo que tínhamos acabado de resgatar os primeiros meninos — dois pequenos, um de 5 anos e um de 9 anos. Quando cheguei, eles vieram correndo para mim e me abraçaram. Deram-me um desenho que dizia: "Muito obrigado pelo seu sim". Colocaram a marca das suas mãos — os primeiros resgatados do Amazonas.
O Senhor falou ao meu coração e disse: "Se você tivesse desistido, esses dois garotos não teriam um lugar seguro para estar. Se você tivesse desistido, esses garotinhos estariam na exploração. Se você tivesse desistido, as crianças exploradas do Amazonas não vão ter o lugar seguro e não vão conseguir ouvir sobre Jesus. Lana, ainda há rostos que estão do outro lado da sua obediência. Você não pode desistir".
Depois desse resgate, o próprio governo perguntou se poderíamos abrir uma casa de acolhimento em Manaus. Não acabamos — estamos apenas começando. Acabamos de abrir também uma base aqui em Campina Grande para estar mais próxima de vocês. Tenho uma menina que está sendo treinada por mim para abrir uma Life Impact no Paquistão. Tenho uma viúva que está sendo treinada para abrir uma base na África. O trabalho continua. Existe um mundo para ser alcançado. Existem nações que precisam ouvir essa mensagem da fé. Ainda existem mais crianças que precisam ser resgatadas. A gente está só começando. Então vamos juntos.
Durante todo esse tempo de crescimento, passei por momentos muito difíceis. Os asiáticos não são como brasileiros, e fui missionária na Ásia por muitos anos. Fui com meu primeiro "sim" há 20 anos atrás, e pensei que esse sim seria suficiente para me carregar em cada estação. Mas entendi muito rápido que existem muitos sims para Deus.
Não é apenas o sim de sair do barco e ir para a água. É para ficar na água e andar junto com Jesus no plano de Deus para sua vida. É por isso que dei um tema a essa mensagem dessa noite: Caminhante sobre as águas com os pés molhados.
Se você ficar na água com Jesus, seus pés vão ficar molhados. Você não vai ser chamado para fazer algo grande, para andar na água sem que seus pés se molhem.
Antes de abrir a casa de acolhimento no Amazonas, eu estava passando por um dos momentos mais difíceis da minha vida como missionária. Comecei a pensar: tenho um grande trabalho na Tailândia, um grande trabalho na Birmânia. Fazemos evangelismos e estamos alcançando os mais vulneráveis. Isso deveria ser suficiente, não é Jesus?
Quando vim pro Brasil, estava tão empolgada porque esperava pelo Brasil por tanto tempo. Mas não sabia disso — Brasil não é para amadores. Aprendi isso muito rápido.
Eu estava indo para o Amazonas em um barco, olhando a água, conversando e pensando com o Senhor sobre fechar um dos trabalhos. Pensava: "Deus, talvez eu tenha pego mais do que conseguia. Os meus olhos são maiores do que o meu estômago. Pensei grande demais. Talvez eu vá ter que fechar algum dos projetos aqui no Brasil".
Eu estava na água e Deus me deu essa mensagem. Quando chegamos do outro lado, foi a primeira vez que vi a casa de acolhimento. Naquele momento, recebemos a ligação sobre aqueles dois meninos. E quando cheguei lá, eles vieram correndo para mim. O Senhor falou ao meu coração: "Lana, ainda há rostos que estão do outro lado da sua obediência. Você não pode desistir".
Vamos ler juntos em Mateus, capítulo 14, versículos 24 ao 33. Porque se você vai andar nas águas com Jesus, se você vai andar nas águas do seu chamado, do propósito de Deus, você precisa estar pronto para que seus pés sejam molhados.
Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar diante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. E despedido das multidões, subiu ao monte a fim de orar sozinho. E caindo à tarde, lá estava ele só. Entretanto, o barco já estava longe e muitos estádios de terra açoitados pelas ondas, porque o vento era contrário.
Todo mundo diga: "Era o contrário". O vento era contrário.
Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem nele andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: "É um fantasma! É um fantasma!" E tomados de medo gritaram, mas imediatamente, imediatamente Jesus imediatamente lhes disse: "Tende bom ânimo, sou eu, não temais".
Respondendo-lhe Pedro, disse:
Se és tu, Senhor, manda-me ter contigo por sobre as águas.
E Jesus disse: "Vem". Todo mundo diga: "Vem, vem".
E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi ter com Jesus. Porém, reparando na força do vento, quando ele viu a força do vento, ele teve medo e começou a submergir, dizendo: "Salva-me Senhor". E prontamente, imediatamente. Imediatamente Jesus estendendo a mão, tomou-lhe e disse: "Homem de pequena fé, por que duvidaste?" Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco adoraram, dizendo: "Verdadeiramente és o filho de Deus".
Se você quer hoje em dia ser um caminhante das águas e quer andar nas águas com Jesus e ver todo o cumprimento das promessas que ele fez para sua vida, para estar na água com Jesus, tudo está aqui.
Primeiro, Pedro disse o seu sim para Jesus. Ele deu seu sim quando parecia um momento muito doido, quando não era conveniente, quando não parecia ser o tempo certo, o momento certo ou a situação correta. Pedro deu seu sim para Jesus.
Se eu fosse Jesus nessa história e chamasse Pedro para vir até mim, eu provavelmente iria congelar a água para que Pedro pudesse fazer o skate até Jesus. Se eu estivesse escrevendo a história, eu iria escrever de uma forma tão bonita. Mas gosto porque Deus deixou aqui essa figura real do que é andar sobre as águas.
Pedro deu seu sim quando não parecia ser um tempo oportuno, quando não era confortável. O vento era forte, as ondas estavam batendo no barco. Não parecia o tempo certo para andar sobre água. Quando Deus nos chama para fazer algo maior do que nós, nunca vai ser num tempo confortável, nunca vai ser conveniente. Ele não prometeu que tudo estaria perfeito.
Mas amo a fé de Pedro. Ele estava pronto. Ele disse: "Eu tô pronto. Me chama. Eu tô pronto". E deu o primeiro passo quando tudo não parecia favorável.
Se fosse a gente, esperaríamos. Diríamos: "Quanto tempo vou ficar na água? Vou trazer tudo que preciso para pesar todo esse tempo na água. Quão longe vou andar na água?" Precisaríamos ter tudo pronto e todos os detalhes. Mas Pedro deu o passo quando Jesus disse: "Vem". A palavra de Jesus foi o suficiente para que Pedro saísse do barco e andasse na água.
Ele saiu na fé com uma palavra de Jesus, que é tudo que você precisa. Uma palavra de Jesus vai mudar a sua vida para sempre. Isso é tudo que você precisa para sair do seu conforto para a água onde Jesus está.
Amo o coração de Pedro. Ele não estava tentando fazer o recorde de ser o primeiro a andar nas águas aqui na Bíblia. Ele só estava querendo estar onde Jesus estava. Ele só queria estar perto de Jesus. Naquele momento Jesus não estava no barco, ele estava na água.
Deixa eu te dizer onde Jesus está agora. Jesus está com os quebrados, está com os que estão sofrendo, está no Paquistão, está na África. Jesus está na Ásia, está nas diferentes áreas da Amazônia. E ele está dizendo: "Me chama, me chama. Eu quero estar na água com você. Jesus, eu quero estar onde você está".
Ele sai do barco. Ele dá seu sim. E os ventos não pararam quando Pedro disse "Sim". Você pode pensar que no momento em que Pedro disse "Sim", tudo parou, tudo ficou calmo. Não, isso não aconteceu. Pedro sabia. Ele viu.
Preciso dizer isso a você: talvez você esteja glorificando muito missões e dizendo "A gente está alcançando pessoas, a gente está levando o evangelho". Mas você não vê os passos de fé necessários para andar na água.
Se você vai fazer algo grandioso para Deus, você precisa estar confortável estando desconfortável.
Estávamos no Amazonas e íamos de vila em vila. A todo momento seus pés vai ficar molhados porque tem coisas que fedem, tem muita água e seus pés vão se molhar. Tive a maior sorte de ter todo tipo de fezes de animais nos meus sapatos. Em Juazeiro do Norte, tinha fezes de cabritos e de galinhas. No Rio tinha fezes de macacos nos meus sapatos. Dessa vez trouxe uns sapatos baratos, porque toda vez eu piso em algo que eu não quero no meu sapato. Então, meus pés estavam molhados, os sapatos estavam molhados.
Eu coloquei do lado de fora lá no Amazonas e estávamos no quarto. Eu estava lá com minha filha, minha primeira filha tailandesa. Desde os 12 anos ela veio do Brasil, e estávamos no mesmo quarto. Meus sapatos estavam dentro da porta. Ela disse: "Mãe, por favor, coloca o seu sapato do lado de fora. Os seus pés estão fedendo, o sapato está fedendo. Estão molhados, está fedendo".
Mas era o único sapato que levei pra viagem. Não queria que ninguém roubasse, porque se roubassem, eu não teria mais sapatos. Então disse: "Não, eu não vou colocar ele lá de fora porque não quero que ninguém roube eles". E ela disse: "Mãe, o seu sapato está fedendo tanto que ninguém vai querer roubar o seu sapato. Ninguém quer um sapato fedorento".
Graças a Deus agora trouxe um que é à prova d'água. Mas aprendi algo: eu estava confortável estando desconfortável. Andei muito com os pés molhados e meus pés estavam fedendo que eu nem sabia. Estava confortável estando desconfortável.
Se você vai fazer algo grandioso para Deus, você precisa estar confortável estando desconfortável. Você precisa renovar seu sim para ele.
Pedro estava andando. Tudo estava certo. Ele estava fazendo aquilo. Estava andando nas águas. Mas aí veja o que aconteceu. A Bíblia diz, quando Pedro viu, ele tirou os olhos de Jesus e começou a olhar ao seu redor.
Ele já estava fazendo aquilo. Estava andando nas águas. Foi o primeiro a andar sobre as águas. Estava já ali fazendo na promessa. Mas ele tirou os olhos daquele que prometeu e colocou nos problemas ao redor.
Quando seus olhos estão focados, é quando você vai andar. Para onde os seus olhos vão, é onde você vai andar. Se você olhar pra frente, você vai andar pra frente. Se você olhar para trás, você vai andar para trás. Você precisa ter cuidado onde está olhando.
Pedro olhou ao seu redor, viu a situação e os problemas quando antes tudo que ele viu foi Jesus. A Bíblia diz em Hebreus para olhar para o autor e consumador da nossa fé, aquele que permaneceu na cruz com alegria. Até Jesus olhou pra frente. Ele viu a alegria que estava proposta. Ele viu você sentado aqui nessa noite. Ele estava olhando pra frente.
Se você continuar olhando pra frente para o autor e consumador da sua fé, aquele que começou e aquele que vai terminar, então você vai conseguir continuar na água com ele.
Sabe, a gente tem algo que diz: barcos não afundam por causa da água ao seu redor, mas barcos afundam quando aquilo que está ao redor deles entra dentro deles. Só porque está ao seu redor não significa que tem que vir para você. Você foi criado para estar acima das águas. Você foi criado para estar no topo da água. Foi assim que Deus te criou para ter vitória sobre qualquer situação.
Mas a gente precisa olhar pra frente, não pra direita ou pra esquerda. Quando Pedro viu, ele mudou o que estava olhando. Antes estava olhando para Jesus e aí os olhos dele foram para as ondas.
Se você vai ser um caminhante das águas de pés molhados, você precisa prestar atenção naquilo que você está prestando atenção.
A gente tem uma frase no Verbo da Vida. A gente não anda pelo que vê. A gente não anda pelo que sente. A gente só vai pelo que crê. A gente vai pelo que crê. E a gente crê que a palavra de Deus é suficiente para nos manter fora das águas, acima das tempestades. Amém.
Pedro começa a pensar e o que acontece? Diz imediatamente, imediatamente Jesus alcança ele e puxa ele de volta. Amo que Jesus não estava lá olhando ele sofrendo. Jesus estava perto o suficiente para apenas botar suas mãos e puxar ele de volta e colocar ele de volta na água. Imediatamente. Imediatamente. Jesus não deixou Pedro afundar.
Quando leio isso, vejo tão claramente: quando Pedro subiu de novo e quando estavam indo de volta pro barco, ele não disse "Agora você tá sofrendo, nada de volta até o barco". É assim que vejo a história: ele segurou Jesus pelas mãos. Jesus disse para Pedro: "Vamos fazer novamente. Dessa vez você não vai falhar. Faça novamente, você não vai falhar dessa vez". E andaram de volta na água até o barco.
Para provar que Jesus fez além daquilo que a água estava fazendo com Pedro, dando a Pedro vitória sobre aquilo que tinha derrubado Pedro antes. É assim que vejo que aconteceu.
No fim da história, Pedro está andando de volta pro barco. E o que as pessoas dizem? Eles não falaram nada para Pedro. Nem deram atenção a Pedro. Não disseram: "Pedro, você perdeu. Você teve uma chance e falhou. Você falhou, Pedro. Eu teria feito um trabalho melhor do que você".
Eles não disseram nada sobre Pedro. Ninguém nem prestou atenção em Pedro. Mas porque Pedro teve o passo de fé, eles falaram sobre Jesus. "Verdadeiramente você é o filho de Deus. Verdadeiramente você é o filho de Deus".
Pedro não fez perfeitamente. Não fez tudo tudo certo. Não cumpriu a promessa de Deus ali perfeitamente. Mas ainda assim ele trouxe glória para Jesus. Ainda assim trouxe glória a Deus por causa da sua obediência. Eles nem olharam para Pedro. Tudo que viam era Jesus.
Essa mensagem toda veio para mim naquela água, no barco. O Senhor disse: "Volte pro Brasil, Lana. Faça de novo. E dessa vez você não vai falhar. Dessa vez você não vai falhar".
Quando voltei para Tailândia, do Brasil para Tailândia, tinha pensamentos de desânimo. Quando estava lá, fizemos um grande evangelismo de Natal chamado "Natal nas suas mãos e os céus no coração". Trouxemos as crianças resgatadas para resgatar outras crianças.
Tínhamos uma menina que tinha 14 anos quando veio pra gente. A história dela é assim: estava presa, amarrada em uma cama. Vivia com a porta trancada e as pessoas faziam o que queriam com ela noite e dia. Tinha machucados da cabeça aos pés e muitas cicatrizes ao redor dos braços.
Ela ficou sabendo sobre o Jesus do Islã, o Deus do budismo. Mas um dia clamou a Jesus. Ela ouviu que era o maior Deus tailandês, o Deus verdadeiro, nosso Deus. E disse: "Deus, se você é real, me ajuda, me salva, tira as minhas amarras".
Um dia eles esqueceram de amarrá-la direito e esqueceram de trancar a porta. Ela saiu correndo pela rua, sangrando, cheia de sangue, toda machucada. Alguém a pegou e levou para o hospital. Chamaram nosso time de resgate.
O time estava do lado da cama dela. Ela olhou para meu time e disse: "Eu não me importo para onde vocês me mandam. Vocês podem me mandar pra prisão. Só não me mande de volta para aquela família. Eles fazem coisas horríveis comigo. Não me mande de volta pra minha família. Me mande para qualquer canto, pra prisão".
Era uma menina de 14 anos. Dissemos: "Você não vai precisar sofrer mais nenhum dia da sua vida". Levamos para a Tailândia, para a Terra Prometida. Era tempo de Natal. Ela disse: "Eu não lembro dos presentes, não lembro de mais nada. Tudo que lembro, eu só lembro de aprender sobre aquele que veio da terra para me resgatar. E lembro de ter a família que sempre quis ter na minha vida inteira. E lembro sentindo que minha vida seria totalmente diferente a partir daí".
Ela perguntou para meu time se poderia dar o testemunho dela durante o Natal, porque foi algo tão poderoso que experienciou.
Ela se levantou. Estávamos na vila. E ela disse: "Eu sou dessa vila. Eu não sou de longe. E esse Deus que essas pessoas falam para vocês é o Deus que me salvou. É o Deus que me resgatou. É o Deus, o único Deus verdadeiro.
"Eu estava amarrada não muito longe daqui. Eu estava presa não muito longe daqui. E clamei a esse Deus e ele quebrou as minhas amarras, destrancou a minha porta. E ele vai fazer o mesmo por você se você chamar ele. O mesmo Deus que estão te falando sobre é o Deus que me salvou, que me curou.
"Agora eu posso comer carne, como três vezes ao dia, vou pra escola. Eu posso me arrumar bem. Não tô legal, não tô bonita. Mas quantos aqui querem o mesmo Deus que me resgatou para resgatar vocês também?"
Centenas de pessoas deram a sua vida para Jesus por causa de uma menina de 14 anos contando a sua história. Deus falou ao meu coração nessa cruzada e disse: "Lana, o seu sim destravou o sim dela. Você precisa continuar na água comigo. Tem mais crianças, tem mais faces do outro lado da sua obediência. Tem mais que virão".
Se você puder ficar de pé. Hebreus 12:1-2:
Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que de tão perto nos rodeia e corramos com paciência à carreira que nos está proposta. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto, suportou, suportou a cruz, desprezando a afronta e assentou-se à destra do trono de Deus.
Ainda há muitos rostos do outro lado da sua obediência. Ainda existem muitas pessoas para serem alcançadas. Existem nações que precisam de Jesus. Ainda há um mundo que precisa ser alcançado.
Você pode levantar a sua mão comigo?
Deus Pai, eu oro por todos nós para que entendam que não é apenas um período de tempo de sim. Mas é um sim contínuo até você. Que renovemos os nossos votos de sim. Que renovemos o nosso sim de sair do barco até o outro lado, fora da nossa zona de conforto. Que nos lembremos, Deus, que ainda existem rostos do outro lado da nossa obediência. Ainda existem gerações do outro lado da nossa obediência. Nações do outro lado da nossa obediência, crianças do outro lado da nossa obediência, cidades do outro lado da nossa obediência, países do outro lado da nossa obediência.
O sim de ontem não pode nos carregar até amanhã. Mas há um sim novo, um sim para essa temporada. Um sim para essa hora, um sim para o futuro. Renovamos nosso sim a você. Renovamos nosso sim a você, porque ainda existem mais. Existem mais para ser alcançados.
Que você continue para nós. Que você nos mantenha na água com você. Nos mantenha na água com você. Nos mantenha na água com você, porque o nosso sim vai destravar os sims de outras pessoas.
Talvez que essa noite nos lembremos de que existem mais países. Há mais. Tem mais. Tem mais. Tem mais. Tem mais. Olhando pra frente para o autor e consumador. Que não acabou até que você diga que acabou. Que não acabou até que toda promessa seja cumprida.
E digo: não acabou até que a promessa de que em cada país haja um missionário seja cumprida no poderoso, poderoso nome de Jesus. Amém. Amém.
Muito obrigado, gente. Muito obrigado. A gente precisa sempre lembrar que ainda existem muitos sims do outro lado da nossa obediência. Nossa contínua, contínua obediência. Não apenas obediência de um tempo. Não apenas um sim nesse altar. Mas um sim para Deus continuamente renovado.